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Fórmula 1

Eu não ia postar nada a respeito, mas quem me conhece sabe que eu gosto do esporte e da escuderia em questão. F-1 e Ferrari. Jogo de equipe x Esportividade. Mas seria mesmo este o embate da discussão? Quero tentar fazer uma reflexão se o que aconteceu no domingo passado (25), na Alemanha (Hockenheim), é de fato antidesportivo ou nós que não conseguimos perceber para o que/quem deveríamos realmente torcer na categoria.
Antes de explicar o meu pensamento, quero dizer que não concordei com o que aconteceu, não fez bem para a imagem da F-1, mas sobre isso vocês podem conferir nos mais diversos blogs especializados e mais profissionalizados. Agora voltado à minha linha de raciocínio, vamos à uma pergunta básica para o que eu quero expor: pra quem você torce? Pro Ronaldinho Fenômeno ou pro Curinthians (bleargh); pro Rogério Ceni ou pro São Paulo?
Vocês já devem ter percebido o que quero dizer. No futebol torcemos para o time e não para um jogador em si. Na F-1 isso não acontece. E aí eu me pergunto porque não? Porque lá nós temos que torcer para determinado piloto, independente da escuderia que ele está, e não pelo time, como a Ferrari ou McLaren? Será que a categoria está querendo reiventar isso? Algo que desde os primórdios foi pela torcida a um piloto, pelo país que ele representa, e não pelos "times"?
Mas isso não seria injustiça com as equipes? Afinal são elas que investem nos pilotos (contratos e, em alguns casos, formação). São elas que fabricam os carros mais velozes do mundo. E claro que elas vão querer os melhores pilotos, afinal de contas, que time, hoje em dia, não gostaria de ter o Paulo Henrique Ganso (voltando a comparar com o futebol)?
Não concordo com o que falaram ontem, em um canal esportivo (que não lembro qual, pois estava zapeando a tv), onde cenarização uma situação onde existiria um Flamengo A e um Flamengo B, juntamente com um Curinthians A e outro B. Onde os Bs seriam apenas "laranjas" para que os As vencessem (se necessário, perderiam as partidas para tal).
Não acho que devemos ver por aí. Alonso e Massa são dois pilotos de um time. No futebol, um atacante deve servir ao outro para se fazer o gol, se necessário. Porque na F-1 um piloto não pode "servir" ao outro, do mesmo time, na busca pelo título? A mudança que aconteceu na Alemanha, neste final de semana, não mudou quem foi a escuderia a vencer.
Cruel mesmo seria um piloto da McLaren deixar um piloto da RBR passar só pro Alonso não ganhar, isso sim seria um jogo antidesportivo, com manipulação de resultados, algo que não é aceitável nem no futebol (e olha que não faltam exemplos disso no esporte mais popular do mundo).
Mas mesmo com toda essa minha exposição aqui, não consigo aceitar o que aconteceu pelo simples fato de que o Alonso não será campeão. Assim como o fato de o Barrichello deixar o Schumacher passar em 2002 não alteraria o resultado do campeonato daquele ano. É muito diferente do que acontece quando o Massa deixou o Raikkonen passar em 2007. Ali sim valia o título mundial, ali sim era de bom senso deixar seu companheiro vencer. Nenhum esporte que se guie totalmente pelas regras tem sucesso. Os seres humanos são flexíveis, precisam dessa flexibilidade. Se a F-1 não ver isso, ela nunca vai conseguir superar estes escândalos.

OBS: A imagem/brincadeira foi chupada do Kibeloco.com

1 comentários:

M. disse...

Tiago...quero ver agora criticarem o Massa, pois lembro muito bem as críticas feitas ao Rubinho em 2002.
O fato é que o Alonso tem um título na costa (acho que é um mesmo) e o Massa não....tenta tenta e ainda não conseguiu o título.
Quero deixar claro que torço pelo Massa, mas não gosto das injustiças que fazem com o Barrichello até hoje.
Bom...a Ferrari antes de ser uma escuderia da F1 é uma empresa e o Massa nada mais fez do que obedecer, como empregado, as ordens do empregador.
É lamentável para a F1 este tipo de atitude, mas é o jogo.
Abs,
Mônica Alvarez