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Teatro de Bonecos

Público recorde no Sesi Bonecos em Belém
Com público rotativo de 55 mil pessoas na capital paraense o Sesi Bonecos supera o número de 1 (hum) milhão de espectadores desde 2004.
Mais de 1 (hum) milhão de pessoas já assistiram aos espetáculos das companhias que se apresentam no Sesi Bonecos desde 2004. O recorde foi conquistado durante a edição do festival em Belém do Pará, nos dias 03 e 04 de novembro, quando um público rotativo de 55 mil pessoas, segundo estimativas da produção do evento, assistiram às oito companhias de teatro de bonecos selecionadas para os dias de apresentações.
O Sesi Bonecos levou 25 mil pessoas ao Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, no primeiro dia. Após o desfile dos bonecos gigantes, com a presença da cobra alada de 50 metros de comprimento e animação do grupo local “Arraial do Pavulagem”, a companhia paraense In Bust deu início às peças com a premiada apresentação “Pássaro Junino”. Simultaneamente, os espectadores se divertiam com os mestres mamulengueiros. Após o “In Bust”, foi a vez da companhia gaúcha “Anima Sonho”, seguida da paulista “Truks”, arrancarem risadas dos adultos e crianças. O grupo “Mamulengo Só Riso”, do pesquisador Fernando Augusto, que ministrou oficinas durante a semana anterior ao Sesi Bonecos em Belém, fechou o primeiro dia de espetáculos.
Um público maior ainda lotou o Hangar no segundo dia do Sesi Bonecos. Trinta mil pessoas assistiram ao desfiles dos bonecos gigantes, mestres mamulengueiros, e às apresentações das companhias Manoel Kobachuk, do Paraná; Sobrevento, com membros do Rio de Janeiro e São Paulo; e do grupo Mão Molenga, de Pernambuco. “Temos viajado o país com o festival e em todas as cidades. A recepção tem sido excelente em todos os locais e em Belém não podia ser diferente. O Sesi Bonecos é o maior festival de teatro de bonecos da América Latina e acredito que com esses números conseguiremos transformá-lo em patrimônio imaterial cultural brasileiro”, comentou Lina Rosa, idealizadora do evento
Hoje eu relembrei a época em que fiz a assessoria de imprensa, pela agência que trabalho, para o Sesi Bonecos do Brasil, em 2007 (release acima). E ao fazer isso, confesso que bateu saudade. Não pelo trabalho em si, que foi um dos mais legais que já fiz nessa minha ainda pequena carreira de jornalista - claro que o fato de assessorar um evento que reuniu 55mil pessoas no Hangar Centro de Convenções de Feiras da Amazônia, é um belo desafio e, por isso mesmo, muito atraente para um jornalista. Mas bateu saudade pelas companhias, pelos espetáculos, por sentir falta de um evento cultural desse porte em Belém.
O Teatro de Bonecos já me chamava muito a atenção. Só que somente durante os preparativos e depois do Sesi Bonecos é que percebi o quanto essa arte é elaborada e merece um festival tão grande como este, itinerante e que, como dito no texto, passou por todo o país (e continua na ativa). E aqui destaco um espetáculo que me fascinou. "Cadê meu Herói" (foto ao lado), do Grupo Sobrevento.Já nas entrevistas prévias eu percebi a técnica apurada, contada em detalhes pelo Luiz André, integrante do grupo. Ver ao vivo bonecos lutando kung fu, com lanças, jogando bombas - e com explosões de verdade - um roteiro e texto espetacular e, acima de tudo, perceber a atenção de 30mil pessoas, vibrando e torcendo pelos personagens, foi de arrepiar.
Sinto falta desse tipo de atração em Belém. O pessoal da cia In Bust é esforçado, mas sem querer menosprezá-los ou subestimá-los, a técnica das companhias de teatro de bonecos como a Truks e a já citada Sobrevento, está em um outro nível. E isso foi percebido no próprio festival, nos bastidores - mas não vejo necessidade de me aprofundar nesta questão, era um momento único para o In Bust.
Enfim, teatro de bonecos é show de bola. Fico no aguardo de um próximo Sesi Bonecos em Belém, mesmo tendo ouvido dos próprios produtores que é complicado, por conta da logística. Mas quem sabe, né?


1 comentários:

Priscila disse...

Esses desafios que "de quebra" ainda são memoráveis, deixam saudades mesmo.

beijo, Ti.