Certa vez me perguntaram que animal eu seria se pudesse ser um. Não pensei duas vezes e falei: Gavião-real. Afinal de contas, um pássaro que é descrito como o rei dos ares, que é descrito como um animal que "ocupa a mais elevada posição na cadeia alimentar. Não tem predador, a não ser o homem" e que o nome científico vem da mitologia grega (tratava-se de um ser imaginário, rosto de mulher e corpo de abutre), só tem que ser considerado uma majestade, realmente.
Mas essa minha admiração pelo Gavião-real era um pouco decepcionante pelo fato de haver poucos registros da ave, seja por fotos ou documentários em si. Sempre vi longos filmes sobre a Águia America, realmente bela, mas pequena comparada ao rei amazônico e ficava a pensar o que seria se comparassem a vida destes dois pássaros. (OBS: a Águia americana pode ser maior no quesito envergardura, mas é mais leve e tem as garras menores).
E o que me levou a escrever sobre isso, foi o fato de ter encontrado uma matéria sobre a Harpia harpya no site da Globo.com, que falava justamente de um inédito registro da ave na Floresta Nacional de Carajás, no Pará. Um espetáculo de imagens feitas a partir do topo de uma árvore, a 40m de altura, capturando todos os momentos de um casal de Gavião-real, desde o "namoro" até o nascimento do príncipe, ainda frágil e completamente dependente dos pais.
O material vai virar livro, espero um dia poder colocar a mãos em uma edição. As fotografias são espetaculares, ao menos a pequena amostra do que foi feito - o que pode ser conferido aqui (espetáculo para uma das últimas fotos, onde a ave se aproxima para pousar no braço de um homem. Notem o tamanho do pássaro).
852 – Criações
10 horas atrás

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